Marketing de Guerrilha no Jornal ValeParaibano
Luiz Fernando Salgado Monteiro*
Hoje grandes empresas estão usando como tática de comunicação o marketing de guerrilha, para que possa reforçar suas campanhas publicitárias. O marketing de guerrilha é uma ferramenta da mídia alternativa que foi criada para atender a necessidade de se trabalhar a comunicação de qualquer tipo de empresa, marca ou serviço utilizando um baixo custo de veiculação. Ele está sendo muito usado hoje por empresas que não dispõem de grande verba, já que tem como principal característica o baixo custo de veiculação, alto impacto e muita interação com o público. Mas não é só em função da pouca verba que se opta por fazer um bom trabalho de comunicação usando marketing de guerrilha.
A princípio, entende-se como mídia alternativa toda a forma de se fazer comunicação de maneira não-convencional, ou seja, sem usar de veículos tradicionais, como a televisão, o rádio e a mídia impressa. No entanto, como a tecnologia da comunicação vem se inovando rapidamente e de maneira descontrolada, facilmente podemos observar que as mídias convencionais em alguns casos se fundem com as ferramentas de marketing de guerrilha, fazendo com que se esbanje criatividade com o objetivo de prender a atenção do público e fazer com que haja uma interação, assim como fez o Jornal ValeParaibano na campanha criada este ano pelo jornal.
Se o propósito do jornal foi interação com seu público, podemos dizer que deu certo. Foi elaborada uma peça publicitária que chamou muito a atenção do público, que de alguma maneira interagiu, observando a peça bastante criativa e que tem um leve traço de ferramentas do marketing de guerrilha. Podemos observar que a peça, num primeiro momento, chama a atenção do público, fazendo com que ele consiga desvendar sua mensagem através da curiosidade que suscita, assim como acontece com o marketing de guerrilha.
À primeira vista, a peça mostra um texto de difícil leitura, pois está impresso em forma de imagem espelhada, deixando o leitor inicialmente sem compreender o que se passa. No entanto, quando o leitor vira a página do jornal e o coloca contra a luz, o texto fica legível. Como hoje existe um bombardeio de informações na sociedade, é preciso que se crie algo que gere um grande impacto e que chame a atenção de um individuo para que as mensagens captadas por ele não se tornem efémeras, caindo no esquecimento.
A junção de conceitos midíaticos abre espaço para essas variações que se apresentam na evolução da comunicação, a fim de escapar de formas tradicionais de comunicação, criando-se o novo ou o inesperado.
Dessa forma podemos observar que os meios de comunicação convencionais e a comunicação alternativa estão construindo um elo, no qual se mantém ainda a mesma descrição do veículo, ou seja, a mídia convencional - jornal ValeParaibano, que usou técnicas de marketing de guerrilha, mas não perdeu o “glamour” e nem deixou de ser convencional. Pode ocorrer também o inverso, quando uma peça de marketing de guerrilha ou de mídia alternativa mantém seus principais aspectos e usa alguma ferramenta ou técnica do convencional.
A junção só fez engrandecer o marketing e os meios de comunicação, que cada vez mais se apresentam com surpreendentemente criatividade.
*Aluno do 4º ano do curso de Publicidade e Propaganda da UNITAU
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