Porque se presume ser o réu inocente?

Prof. Ms. Rodrigo Cursino

A presunção da inocência, concepção altiva, porém denegrida por atuações ardilosas, teve origem na Europa Continental, no final do século XVIII, no auge do Iluminismo. Adveio da imperiosa necessidade de se proteger o cidadão do arbítrio do Estado, que queria sua condenação a qualquer preço, presumindo-o, como regra, culpado. Era uma forma de se insurgir contra o sistema processual penal inquisitório, de base romano-canônica, que vigorava desde o século XII. [leia mais]

Crítica de Mídia e ensino do Jornalismo: uma relação necessária

Profa. Ms. Ângela Loures

A História dos cursos de Jornalismo no Brasil inicia-se em São Paulo, em 1947, quando da implantação do curso na Fundação Casper Líbero e, logo depois, na Universidade do Brasil (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Os primeiros currículos dos cursos de Jornalismo privilegiavam disciplinas técnicas, ainda que oferecessem algum conteúdo que reforçasse o conhecimento do aluno na área de humanidades. A proposta era ajudar a imprensa brasileira, que estava se profissionalizando e expandindo. As mudanças curriculares se sucederam nos anos seguintes e, em 1950, já encontraram doze cursos em funcionamento no país. Outras alterações que tornariam o curso de Jornalismo cada vez mais tecnicista se sucederam, principalmente a partir da instituição do primeiro currículo mínimo, em 1962. [leia mais]

Equidade Jornalística

Prof. Ms. Marcelo Pires de Oliveira

Este artigo pode parecer um tanto reacionário em época de Severinos, Genoínos e Palloccis, mas não pretendo aqui defender este ou aquele e sim abordar um dos aspectos da ética profissional do jornalismo que preconiza que em uma matéria jornalística devem estar presentes todos os atores de um fato noticioso. O que pretendo abordar é a forma como a imprensa em geral trata as acusações contra qualquer cidadão neste país, e quem sabe, no mundo.
A norma jornalística, segundo aprendemos na escola, diz que em uma matéria envolvendo pessoas todos os atores do fato jornalístico devem ter o direito de fornecer sua versão da história. Entretanto, o que vemos em muitas matérias é a valorização de apenas um dos lados do fato, e quase sempre as fontes oficiais e ou policiais, o que, de certa maneira, causa um pré-julgamento por parte da opinião pública prejudicando ao longo da apuração dos fatos a construção de uma segunda versão.[leia mais]

Sem precisão, como se pode informar?

Mauro Ribeiro - Estudante do terceiro ano de Jornalismo

Há algumas semanas levei aos meus colegas estudantes de Jornalismo um desafio: encontrar o erro no texto de um editorial publicado em um jornal de minha cidade, Campos do Jordão.O editorial, assinado (procedimento incomum ao gênero editorial) pelo editor do Jornal de Campos do Jordão & Cia, um periódico semanal com tiragem de sete mil exemplares. No texto, o editorialista critica a atuação do governo federal no recente episódio do gás, em que o presidente da Bolívia, Evo Morales, estatizou a unidade da Petrobrás que prospecta e produz gás natural em território boliviano, alegando defender suas reservas naturais e propondo renegociar as tarifas cobradas na comercialização do combustível.[leia mais] [leia o texto original]

Sobre Títulos

Profa. Dra. Miriam Bauab Puzzo

Em artigo publicado no jornal ValeParaibano do dia 21 de maio passado, o articulista trata do excesso de encargos que pesam sobre os ombros do cidadão brasileiro, sem que haja retorno equivalente em benefícios que lhe são direito, tais como os referentes à saúde, educação e segurança. O comentário pertinente ao momento dramático que atingiu a sociedade, vítima de ataque desenfreado de delinqüentes e presidiários unidos por uma rede organizada, tem um título bastante sugestivo, embora não esclareça sobre o assunto tratado no texto, exigência comum ao padrão noticioso. [leia mais] [leia texto original]


Ética, Ciência e Jornalismo

Prof. Dr. Cidoval Morais de Sousa

Sempre soube que a Ciência tem múltiplas faces, como quase tudo nesse mundo. No entanto, nunca me preocupei em investigar, mesmo como jornalista, o universo obscuro das experimentações científicas, particularmente aquele que contempla o uso de cobaias humanas, voluntárias ou involuntárias, e que envolve dor, sofrimento, ambições, e, sobretudo, atentados à ética, altas somas investidas pela indústria farmacêutica, e cujos resultados nem sempre “compensam” os danos causados à vida. [leia mais]

Artigos de parceiros da RENOI

Entre o silêncio e o cinismo
por Rogério Christofoletti (Monitor da mídia)
Publicado no site do Observatório da imprensa em 24/5/2006

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=382IMQ007

New-look da Folha para enfrentar o botox do Estadão
por Alberto Dines (Observatório da imprensa) em 25/5/2006

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=382IMQ008

Pensamento único: ideologia em nome da reportagem
Luiz Gonzaga Motta (Mídia e Política) em 15/5/2006

http://www.midiaepolitica.unb.br/visualizar.php?id=106&autor=Luiz%20Gonzaga%20Motta

Imprensa no limite da credibilidade
Venício A. de Lima e Liziane Guazina ( NEMP) em 26/05/2006

http://www.unb.br/ceam/nemp/artigo3.htm