Estudantes conheceram unidade do Exercito Brasileiro responsável pela defesa de fronteira de municípios amazônicos
Percorrer trechos da selva Amazônica, saborear o tapuru – uma espécie de larva –, navegar pelo rio Negro e conhecer as atividades do Exército Brasileiro numa região de fronteira do Brasil foram algumas das experiências vividas pelos os alunos de Relações Públicas da Universidade de Taubaté (UNITAU), na expedição para o Norte do país, onde conheceram diversas cidades amazônicas, tribos indígenas e o trabalho de algumas organizações não-governamentais da região.
Promovida pelo Exército Brasileiro, entre os dias 3 e 8 de novembro, a viagem pedagógica da qual participaram os estudantes da UNITAU e de outras universidades País, teve como objetivo mostrar aos alunos a importância do papel que os militares desenvolvem na região amazônica, tanto nas questões nacionais como internacionais. “Pudemos ver que, nas regiões de fronteira, o Exército é a única presença do Estado junto à população. Esses povos isolados dependem de sua ajuda para garantir segurança e saúde”, explicou o Prof. Dr. José Felício Goussain Murade, docente da UNITAU que acompanhou os alunos durante a viagem.
Assuntos polêmicos como ações de guerrilha na fronteira, narcotráfico, invasão do território brasileiro e agressões contra o patrimônio ambiental também foram tema de debates promovidos pelo exército. Os alunos também participaram de palestras, que tiveram como enfoque as questões internacionais que afetam o Brasil e como exército lida com esse tema. “Gostei bastante da experiência, porque pudemos compreender melhor a atuação do Exército na região, que tem um papel fundamental de defesa”, afirma o aluno do 2º ano de Relações Públicas da UNITAU, Carlos Alberto Monteiro dos Santos, que participou da expedição.
Os estudantes também conheceram o Batalhão de Engenharia do Comando Militar da Amazônia, responsável pelas obras de infra-estrutura na região e o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), que habilita os soldados brasileiros a atuarem na selva. “Fizemos degustação de frutas tropicais e que podem ser utilizadas para a sobrevivência, além do tapuru, que é uma espécie de larva que dá no coco do babaçu”, narra o Prof. Dr. José Felício Goussain Murade.
Algumas das organizações não-governamentais presentes na região amazônica também foram visitadas pelos participantes, que conheceram um pouco melhor as ações de entidades reconhecidas pelo Exército e pelas demais autoridades locais. “Muitas das ONGs da região são idônea, mas outras não cumprem o papel para o qual foram criadas, ficando mais na captação de recursos do que na realização do seu dever”, ressalta Murade.
Os alunos ficaram alojados no hotel de trânsito oficial e o transporte entre as Organizações Militares do Comando Militar da Amazônia foi feito por meio de aviões. Três pelotões em diferentes cidades foram percorridos: Manaus, capital do estado do Amazonas, São Joaquim, que faz divisa com a Colômbia e São Gabriel da Cachoeira, que tem o maior índice de população indígena e é a terceira maior cidade do Brasil em extensão territorial.
PARCERIA – A viagem pedagógica para a Amazônia faz parte das ações de parceria entre o Exército Brasileiro e a Universidade de Taubaté (UNITAU), que há dois anos vêm desenvolvendo atividades que visam enriquecer a formação acadêmica dos alunos. Desta vez, além da participação dos alunos de Comunicação da UNITAU, outras instituições também estiveram presentes, como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).
Veja mais fotos e informações no link abaixo:
http://www.exercito.gov.br/05notic/paineis/2008/11nov/univ.html
Viviane Fontán
ACOM/UNITAU
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